
1827/1837
- 1827
Meninas podem enfim frequentar a escola, apesar do acesso restrito.
- 1837
Lei No 1 e decreto no 15/1839 (Rio de Janeiro): Escravos e negros africanos, ainda que livres ou libertos, são proibidos de frequentar as escolas.
Pesquisa · Escrita · Criação
O LabForGirls investiga como mulheres constroem protagonismo num emaranhado de novas tecnologias, disputas de poder e transformações radicais.
Um laboratório em movimento
O Lab transforma investigação em textos, conversas, experiências e programas. O esporte, a cultura, a cidade, a tecnologia e a imaginação são meios, não limites, para que mulheres e meninas desenvolvam repertório, segurança e liberdade para ocupar os espaços que desejam.
Selecione uma frente para descobrir o que ela investiga, cria e ativa.
Investigar para interferir
Pesquisa autoral sobre plataformas, vida digital, formação do sujeito, violência e representação. O Lab conecta contexto histórico e leitura cultural para tornar questões complexas públicas e acionáveis.
Ensaio Geral · Novas datas em breve
Por Fernanda Cerávolo
O Ensaio Geral foi criado para aprimorar habilidades essenciais na criação e preservação de um meio de vida, como mulher, no século 21. A primeira edição, em agosto de 2025, com encontros presenciais e online, reuniu um grupo arretado e diverso de mulheres para discutir o que significa ocupar espaços de poder hoje e o que (ainda) dificulta nosso acesso a eles.
Como foi a primeira edição ↗As mulheres são metade da população global e contribuem significativamente para a geração de renda, educação, cuidado, saúde, ciência, lindeza e gostosura do mundo.
Mas ainda enfrentamos obstáculos para ocupar espaços de poder. Tem muita gente tomando decisões por nós. Queremos liderar empresas, participar da política, influenciar leis, escrever, educar, navegar, gerir recursos, trabalhar com respeito e segurança. Por meio de atividades práticas, reflexões, debates, escrita, leituras e dinâmicas, iremos mergulhar nos temas abaixo.
A quem o workshop se destina?
Pensamento longo sobre poder, trabalho e desejo.
Plataformas, moderação e as brigas do presente.
Mulheres que abriram caminho, ontem e hoje.
Tecnologia, imaginação e o que vem depois.
Livros, filmes e personagens inconformados.

Foto: Renato Parada
Escritora · Pesquisadora · Fundadora
Fernanda é escritora, pesquisadora e fundadora do LabForGirls.
Depois de duas décadas no encontro entre mídia, cultura e tecnologia, em posições de liderança no Google, YouTube e Pinterest na América Latina e no Japão, ela transformou essa experiência em matéria de investigação, criação e escrita.
Seu trabalho observa como o poder forma sujeitos, organiza espaços e (des) organiza a vida cotidiana. O Lab é o lugar onde essas perguntas ganham linguagem, corpo e possibilidade de ação.
Contato
Pesquisa, conteúdo, programas e projetos especiais começam com uma boa pergunta.
Conversar com o Lab →O Lab
com autonomia, rigor e imaginação.
Quem somos
Somos um laboratório de pesquisa, escrita e criação dedicado a pensar o protagonismo das mulheres em um mundo marcado por transformações radicais, novas tecnologias e rearranjos de poder.
O Lab é um espaço de pensamento e experimentação. Nossa vocação é cultivar habilidades investigativas, autonomia simbólica e imaginação política não como abstrações, mas como ferramentas concretas para viver, criar e decidir em contextos complexos.
Emancipação não é apenas acesso, mas também formação de capacidades.Lab for Girls · Princípio
Seis frentes em que o Lab investe, em cada texto, conversa e programa.
Eixos estruturantes
O Lab trabalha por muitos caminhos de conhecimento ao mesmo tempo. Nenhum deles é hobby; todos formam repertório.
Um passinho por vez
Questionamos a narrativa histórica que associa risco, coragem e autoria exclusivamente aos homens.
No lugar dela, afirmamos a imaginação, a parceria, a afirmação e a solidariedade como forças estruturantes de futuros mais equitativos.
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Livro · Editora Quelônio · Maio de 2026
Uma aventura sobre a vida em Tóquio e os bastidores das gigantes da tecnologia que produzem a chamada “ciber-realidade”, durante a retomada do conservadorismo político no Brasil e no mundo, no século 21.
Lançamento
Lançamento de Nômades num barco de origami na Livraria da Travessa, em 12 de junho de 2026. Fotos: Bia Paganini.
“O que nos move não é a realidade, mas a ficção e os sonhos, a esperança e as ideias. Todo desejo é, nesse sentido, desejo do impossível, de uma vida mais intensa, mais dramática. Uma vida como lemos nos livros.”
Vivemos num mundo em que o desenho, o funcionamento, a lógica, o pensamento e as narrativas foram historicamente criados por e para uma minoria. Ainda assim, o direito de criar e viver — de comer, vestir, despir e se refazer — deveria ser amplo e democrático.
Votar, falar, viajar, escrever, trabalhar, estudar, ensinar, cuidar, descansar, desejar, se expressar, ocupar espaços e se pronunciar — com segurança e liberdade — não são privilégios. São condições mínimas de uma vida digna.
Mas direitos não se sustentam sozinhos. Para que existam na prática, é preciso formação, imaginação, técnica, enfrentamento e trabalho conjunto.

1827/1837
Meninas podem enfim frequentar a escola, apesar do acesso restrito.
Lei No 1 e decreto no 15/1839 (Rio de Janeiro): Escravos e negros africanos, ainda que livres ou libertos, são proibidos de frequentar as escolas.

1832/1850
A obra “Direitos das Mulheres e Injustiças dos Homens” é publicada. Com autoria da escritora e educadora Nísia Floresta, pioneira do feminismo. Luta pelo acesso das meninas à educação.
De acordo com a “Lei das Terras”, os cidadãos negros eram impedidos de ter terras no Brasil.

1879/1888
Decreto-Lei No 7.247/1879: As mulheres conquistam o direito de frequentar as universidades no Brasil, apesar de ainda precisarem da autorização dos pais ou maridos.
Lei Áurea: Abolição da escravatura no Brasil em 13 de maio de 1888.

1910/1932
O Partido Republicano Feminino, primeiro partido político de mulheres, é criado no Rio de Janeiro pela professora e sufragista Leolinda Daltro. Os objetivos centrais eram a luta pelo direito ao voto e a emancipação das mulheres na sociedade.
As mulheres conquistam o direito ao voto.

1962/1974
Lei 4.121/1962: É criado o Estatuto da Mulher Casada. As mulheres passam a ter direitos e deveres semelhantes ao “cônjuge”, como poder trabalhar sem autorização e ter CPF próprio. Até então a mulher era considerada incapaz e dependente do marido ou pai.
Mulheres conquistam o direito de portar cartão de crédito.

1977/1979
Lei 6.515/1977 (Lei do Divórcio): A dissolução oficial de casamentos é permitida. O casamento não é mais uma relação de “vínculo indissolúvel”. Antes da Lei, o casamento era visto como “perpétuo” no Brasil.
As Mulheres retomam o direito à prática do futebol, após décadas de proibição estabelecida pelo Decreto-Lei 3.199 de 1941. A proibição é derrubada oficialmente, mas as mulheres ainda praticam o esporte às escondidas sob risco de retaliação.

1985/1988
A primeira Delegacia da Mulher foi criada no Brasil, em São Paulo, em 6 de agosto de 1985.
A Constituição Brasileira, através do artigo 5o, passa a reconhecer as mulheres como iguais aos homens. Agora temos as mesmas obrigações e direitos que eles. Ao menos no papel.

2002/2006
“Falta de virgindade” deixa de ser motivo para anular o casamento. Antes disso, pelo Código Civil, a anulação do casamento pelo homem era permitida “por falta de virgindade”.
Lei Maria da Penha (11.340/2006): Ela define os mecanismos para prevenir a violência contra as mulheres e punir os agressores.

2011/2012
Lei 12.519/2011: Dia 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, vira o Dia oficial de Zumbi e da Consciência Negra. Em 2023, uma atualização da Lei transforma a data em feriado nacional.
A Lei 12.711/2012, Lei de cotas no Ensino Superior, estabelece que 50% das vagas de universidades e institutos federais sejam reservadas para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas.

2015/2018
A Lei 13.104 do Feminicídio transforma o feminicídio em qualificação de crimes de homicídio. Ou seja, quem mata mulher em contextos de violência doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação pela condição de mulher, será julgado por crime hediondo e condenado à reclusão.
A Lei 13.718/2018 estabelece que importunação sexual é crime. Ou seja, qualquer ato libidinoso praticado sem o consentimento da vítima, com o objeto de satisfazer o desejo sexual do agressor ou de terceiros, é crime. Incluindo toques ou gestos de natureza sexual que gerem constrangimento. A pena vai de um a cinco anos de reclusão.

2021/2023
As Leis 14.188/2021, 14.164/2021, 14.192/2021 e 14.149/2021, de combate à violência contra a mulher, são sancionadas. Elas visam combater, entre outras, as violências de gênero e psicológica, e ampliam o escopo de leis de proteção à mulher, sancionadas em anos anteriores.
A Lei 14.611/2023, de igualdade salarial, é sancionada. Ela exige maior transparência em salários e prestação de contas das empresas com mais de 100 colaboradores. Os critérios de ascensão na carreira e definição de salários devem ser pareados aos dos homens.

2024
Aprovação do pacote Antifeminicídio, Lei 14.994/2024, com penas mais severas para o feminicídio, lesão corporal e injúria, que agora podem chegar de 20 a 40 anos de reclusão.
Aprovação da Lei 14.857/2024, que assegura sigilo do nome das vítimas em processo judicial relacionado a crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Bio
Escreve ficção e não ficção. É fundadora e agitadora do LabForGirls.
História
Fê investiga modos de vida e trabalho contemporâneos, cultura, tecnologia, política, poder e subjetividade. E as transformações sociais, técnicas e simbólicas que nos afetam no presente.
Publica ensaios e textos autorais no Lab for Girls e em outros espaços editoriais.
Fez sua estreia na literatura em maio de 2026 com “Nômades num barco de origami” pela Editora Quelônio. Uma aventura sobre a vida em Tóquio e os bastidores das gigantes da tecnologia que produzem a chamada “ciber-realidade”, durante a retomada do conservadorismo político no Brasil e no mundo, no século 21.
É criadora e apresentadora da série audiovisual “Quem Mandou Acreditar”, realizada pelo LabForGirls, lançada em maio de 2026, no canal do jornalista Bob Fernandes no YouTube e em plataformas de áudio. A série é um exercício de imaginação em busca de antídotos e poções para enfrentar nossos dramas atuais, na companhia de agentes de mudança.
Antes de se dedicar ao Lab, à escrita e à pesquisa, criou e liderou empresas e projetos na interseção entre economia criativa, conteúdo e tecnologia. Atuou como executiva em multinacionais de tecnologia, com passagens pela Bloomberg, Google Brasil, América Latina e Japão, YouTube Brasil e Pinterest. Morou e trabalhou no Brasil, Estados Unidos, Alemanha e Japão.

Vive com a família em São Paulo.

Já viveu em Tóquio, São Francisco e Munique. E trabalhou em gigantes de tecnologia como Google, YouTube e Pinterest.

Iniciou sua carreira como jornalista de economia. Acompanhou de lupa a explosão da bolha de tecnologia, no início dos anos 2000, enquanto os grandões do Vale do Silício ainda estavam no berçário.
Fundou e dirigiu a Vinil, um estúdio de criação e desenvolvimento digital. (2003 a 2011)
Criou a Bangoo, uma loja online de objetos de design pop. (2007)
Foi idealizadora e curadora, com 3 sócios, do MediaOn, Seminário Internacional de Jornalismo Online, realizado em parceria com o Itaú cultural. (2003 a 2011)

Realizou exposições de fotografia e fotojornalismo em Havana e São Paulo. (2006)

Representou o Brasil no WordforWord em 2023, programa de tradução literária da Columbia University em Nova York.

É pós-graduada em Escrita Criativa de não ficção pelo Instituto Vera Cruz em São Paulo. (2021-2023)

Formada em Administração pela FAAP, com especialização em Economia e Informações Financeiras pela FIA/USP. (final do século 20)

Estuda Psicanálise desde 2022.

Nasceu em Presidente Prudente, interior de São Paulo, onde morou com a família até o final da adolescência.
Na mídia

Em 2023, Fernanda representou o Brasil no WordforWord, programa de tradução literária da Columbia University, em Nova York. Acontece em parceria com instituições de ensino de escrita ao redor do mundo, no Brasil, com o Instituto Vera Cruz.

Na rede social, a executiva será responsável por liderar a visão regional da empresa para a integração entre a plataforma, criadores de conteúdo e marcas.

Destaque entre os profissionais que fizeram um trabalho essencial para a indústria de vídeo digital em 2017.

“O YouTube é uma plataforma democrática e a linha entre o que é censura e liberdade é tênue”, explica a diretora Cerávolo. “Temos que ter cuidado com isso, porque o que vemos no YouTube é reflexo do que acontece na sociedade”. Fonte: El País, 2017

YouPixCon: Para Fernanda Cerávolo, apesar do YouTube ser a principal plataforma de vídeo, ela ainda tem as dores de um ambiente em crescimento. Em 2018, seu principal desafio será manter a democracia e a plataforma vibrantes.

Ganhar um prêmio é prazeroso, claro, nos leva ao olimpo, onde pouca gente chega, ao menos por um instante, e por isso é perigoso, pois corremos o risco de perder o senso de realidade. Cannes Lions, Festival de Publicidade, 2016.

Em evento inédito, CLAUDIA reuniu personalidades influentes de diversas áreas da comunicação para discutir representatividade feminina. (Março 2017)

Entrevista com Julia Vergueiro, fundadora do Pelado Real e sócia da Nossa Arena sobre como estimular a prática de futebol para as meninas desde a infância. Canal Bob Fernandes no Youtube. (Dez 2020)

A exposição, idealizada por Maria Fernanda Cerávolo, em parceria com a Fototeca de Cuba, tem imagem clássica de Che Guevara e povo cubano. (2006)
O MediaOn teve sete edições no Brasil e foi idealizado e teve curadoria de Fernanda Cerávolo, Antonio Prada, Jaime Spitzcovsky e José Roberto Toledo. Em parceria com Itaú Cultural e Portal Terra. (2007)
As produtoras Vinil e Sixpix Content iniciam uma colaboração integrada no Espaço Bic, em São Paulo, mantendo suas marcas independentes. A parceria visa explorar o potencial crescente da internet. (Nov 2006)
Grife Bangoo, criada por Fernanda Cerávolo, reúne ideias do ambiente virtual — ligadas ao universo da moda, artes, acessórios para casa e toy art. (Jun 2007)
Textos
Ensaios, conversas, crônicas e acervo de Fernanda Cerávolo e do LabForGirls.
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Um passeio pela origem e pelos caminhos percorridos por um termo que nasceu fenômeno, virou síndrome e hoje anda por aí impregnando debates sérios de saídas enigmáticas.

O “fenômeno do impostor” reflete a crença de que as pessoas que nos rodeiam superestimam nossas habilidades. Ele foi criado por duas pesquisadoras norte-americanas na década de 1970 e ganhou status empírico de síndrome em anos recentes, virando “síndrome do impostor”.
Na versão contemporânea, o termo de uso restrito a certas esferas profissionais e sociais e desconhecido para a maioria é indicativo de um fenômeno muito mais amplo.
É uma tendência perigosa, alimentada por uma internet faminta de vitimização em escala, de criar patologias sintéticas, de prateleira, para, na sequência, despejar tratamentos, remédios, gurus e toda uma parafernália de soluções, deixando no caminho um rastro de inaptidão e de pessoas cada vez mais impotentes e sem recursos para tocar a vida.
Insistir em sua relevância é vestir a carapuça de uma culpa ilegítima. De um fardo injusto, imputado a quem se sente inadequado diante de algumas situações, por uma suposta incapacidade de enfrentar qualquer coisa em qualquer tempo.
“Sentir-se um impostor é uma sensação incômoda de não ser inteligente o bastante que acomete até mesmo os profissionais de maior destaque.”
Kara Baskin, MIT Management
“Muitos líderes em ascensão enfrentam o flagelo. Além do mais, ostentar a crença de que somos impostores nem sempre é ruim. Esse sentimento não dura para sempre”, continua Baskin.
Lacunas de conhecimento ou hesitação diante do inusitado não são evidências incontestáveis de uma debilidade crônica, de um pecado original ou de uma patologia psíquica crônica. Na maioria das vezes, elas configuram uma reação quase óbvia à hostilidade implícita em incontáveis interações familiares, amorosas, sociais e profissionais.
Já ouvi gente craque no que faz, bem sucedida e séria, dizer que sofre de síndrome do impostor (a). Chamar esse desconforto, por vezes crônico, severo e traumático, de “síndrome” pressupõe a existência de uma condição que demanda cura, mas, para curá-la, é preciso um remédio. É debilitante buscar uma cura individual para um mal coletivo. E a posição hipotética de vítima de uma doença enfraquece o poder individual de sair do buraco.
No capítulo Estupor e Fraude, do livro O perigo de estar lúcida, a escritora espanhola Rosa Montero faz uma espécie de tratado sobre como a sensação de ser uma fraude afeta escritores e escritoras, inclusive a ela mesma. Ela define a tal síndrome como “um fenômeno psicológico que, em todo caso, está relacionado com o perfeccionismo, recorrente entre escritores porque se conecta com o eu carente de osso, que nós, escritores, temos”. Ela continua dando exemplo de escritores como o francês Emmanuel Carrère, que em seu livro Ioga, diz “Nos dias menos bons, me sinto um impostor”. Faz sentido, mas definitivamente, não é um fenômeno isolado. E portanto, é difícil de rotular.
Sustentar um espanto latente diante do esvaziamento de sentido ou hostilidade de certos encontros pode nos poupar de seus efeitos nocivos. E quem sabe assim deixar nossa mente mais livre e leve para apreciar as belezas do mundo.
LabForGirls · In English
LabForGirls researches how women build agency amid new technologies, power struggles and radical transformations. Here you’ll find a selection of our texts in English.

Photo: Renato Parada
Writer · Researcher · Founder
Fernanda Cerávolo is a writer, researcher and the founder of LabForGirls.
After two decades at the crossroads of media, culture and technology, in leadership roles at Google, YouTube and Pinterest in Latin America and Japan, she turned that experience into research, creative work and writing.
Her work looks at how power shapes people, organizes spaces and (dis)organizes everyday life. The Lab is where these questions gain language, body and the possibility of action.
An interview series on YouTube that investigates 21st-century alienation. The premiere, with psychoanalyst Marília Velano, discusses procrastination and how hard it has become for young people to picture the future.

“Why Should You Believe?” is a YouTube podcast series that sets out to investigate 21st-century alienation.
Hosted by Fernanda Cerávolo from LabForGirls, the premiere episode features psychoanalyst Marília Velano and explores procrastination and the struggles young people face in projecting the future, challenging concepts of performance.
The series is on Bob Fernandes’s YouTube channel and on Spotify.
We debate with thinkers and professionals from various specialties on paths and methods to escape the alienation that a new, uniform standard of power imposes on all of us. A kind of “techno-political-global-local” power.
The premiere interview features the psychoanalyst and psychologist Marília Velano. Velano talks about the cognitive disconnects that occur between the desire to do something and the long journey until completion in our fast-paced routines.
Episode 1 · Watch on YouTube ↗Marília Velano: The hijacking of attentionMany of us call this “procrastination”. For her, however, it is not so catastrophic.
Velano states, “Our model for approaching performance is a machine model.” She views indecision as a positive and productive thing. “Society often tries to make us see it as a weakness”. She defends the practice of taking breaks to “do things that make no sense, without clear objectives” as a genuine form of emptying the mind and recovering.
“Not out of pessimism, but because time is compressed.”
Marília Velano
She also observes that young people struggle, more than they used to, to project into the future. Something done last week becomes something distant, done “a loooong time ago.” It is a phenomenon related to our contemporary difficulty with daydreaming, with creating anticipatory images of the future we face.
Wireframe · labforgirls.com
Blocos em ordem de leitura, do topo ao rodapé. As etiquetas pretas marcam o que muda em relação ao site atual e à versão do ChatGPT.
Marca Fê Cerávolo mantida. Linguagem visual do novo design system.
Logo novo Lab for Girls no header, no hero e no rodapé.